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Bitcoin – O que é? Como funciona? Como Obter?

Last updated on Dezembro 11th, 2017 at 06:30 pm

Bitcoin, o Novo Ouro?

A Bitcoin é uma moeda digital encriptada e descentralizada dos bancos 😀

Entendeu? Eu também não entendi da primeira vez. Espere que já explico, e antes que se vá embora por achar que é complicado imagine apenas em que Janeiro de 2017 tinha comprado 1.000 EUR de Bitcoin, no fim do ano teria 12.200 EUR, cerca de 1250% de rentabilidade num ano.

Já parece mais interessante o assunto? 😉 Então vamos lá novamente…

A Bitcoin é uma forma de dinheiro digital que não depende dos bancos, daí chamar-se de descentralizada. Pode ser transacionada electronicamente entre utilizadores em qualquer parte do mundo.

O seu uso pode ser para pagar bens ou serviços ou como forma de investimento. Investir como por exemplo quando investimos em Ouro ou na Bolsa, com a diferença de não ser uma acção de uma empresa, mas uma moeda, neste caso digital.



Bitcoin – Como surgiu e quem a inventou?

Satoshi Nakamoto  é conhecido como seu inventor, mas ninguém sabe na realidade quem é esta pessoa e se o seu nome é real ou apenas um pseudónimo.

Há quem defenda que foi um grupo de pessoas e não apenas uma. No artigo de 2008 que descreve o funcionamento da bitcoin o nome que aparece é o dele. Entre 2008 e 2009, altura do seu desaparecimento misterioso, apenas comunicava através de mensagens online.

No fórum online dedicado à Bitcoin, o fundador é descrito como sendo japonês. Mas o nível de inglês de Nakamoto (o relatório original da bitcoin foi escrito totalmente em inglês) e a inexistência de referências ao Japão no seu trabalho acabam por dar a entender que poderemos estar muito longe da verdade no que toca ao seu inventor.

Quando  a Bitcoin foi apresentada em 2008 por Satoshi Nakamoto muitos se riram e acharam que era mais uma daquelas coisas que iria morrer mais rapidamente do que começara.

Eu que comecei a operar na Bolsa portuguesa em 1993 achei o mesmo, e durante muito tempo olhei para a Bitcoin de forma desconfiada e nunca quis investir.

Mesmo após conselhos de vários amigos investir quando ela ainda valia em torno de 200 dólares. Se arrependimento matasse 😀

A Bitcoin foi a primeira a surgir e a que deu vida ao novo universo das criptomoedas.

Também por isso é a mais importante criptomoeda (ou criptodinheiro) que utiliza a criptografia para assegurar transações e para controlar a criação de novas unidades da moeda.

Todo este processo é feito por uma cadeia de processos que se chama de blockchain e que usa várias tecnologias para tornar o processo de transações seguro e de baixo custo, para além do já referido anteriormente: não passar por intermediários… os bancos.

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Blockchain – O que é e como funciona?

De uma forma muito simplista é como uma rede social, em que vários utilizadores estão ligados entre si e comunicam entre si.

Para evitar fraudes (utilizar as mesmas bitcoin mais do que uma vez fazendo vários pagamentos ao mesmo tempo com a mesma bitcoin) o sistema assenta numa base de dados distribuída – a blockchain – que regista todas as transacções feitas, e que é mantida pelo esforço colectivo dos vários computadores ligados à rede, a tal “rede social”.

A blockchain funciona como uma base de dados descentralizada e que no fundo, é o motor de todo o processo. Esta blockchain é usada por outras moedas e também para outros fins que não pagamentos.

Cada utilizador ligado à rede tem a sua cópia da blockchain. As novas transacções de bitcoins são agregadas em blocos e validadas pelos computadores ligados à rede, que competem para ver quem resolve mais rapidamente uma espécie de problema matemático.

Quando isso acontece, um novo bloco de transacções é acrescentado à cadeia de blocos já existente, e todos os utilizadores assumem como fidedigna a cadeia mais longa.

Este processo significa que não é preciso uma entidade central a validar as transacções e que qualquer pessoa pode verificar toda a base de dados.

As emissões de bitcoins são feitas periodicamente, de forma automática, e o dinheiro é atribuído ao computador que for mais rápido a resolver uma tarefa computacional, que é necessária para manter o próprio funcionamento da rede.

Um dos problemas da blockchain das bitcoins é que as transacções demoram mais tempo a serem processadas do que os pagamentos feitos no circuito financeiro tradicional, isto porque para devem ser validadas pelos tais utilizadores descentralizados (a tal rede social), evitando assim que haja tentativas de pagar com o mesmo saldo várias coisas ao mesmo tempo.

O seu funcionamento acaba por ser um pouco complexo, mas tratando-se de dinheiro teria sempre de ser.

Este artigo não se trata de explicar ou ensinar o processo em si, pois o que interessa saber é que é seguro. E isso é. Muitos defendem que é mais seguro do que muitos dos bancos online existentes.

Bitcoin e as Criptomoedas em geral

O conceito de trocar dinheiro real por moeda virtual (tokens) surgiu na década de 90.

Mas o conceito atual de criptomoeda nasceu em 2009 com a Bitcoin. São usados sistemas de encriptação para controlar a criação de moedas e a verificação de transacções.

Este conceito de usar dinheiro real para comprar o que era designado de tokens (ainda hoje usado) para utilizar num site ou jogo online foi o início da ideia.

A inovação é que os métodos de criptografia permitem que não exista uma entidade central (banco) responsável pelo dinheiro digital. Esta inovação é também uma das críticas e preocupações em relação á veracidade e longevidade das criptomoedas em geral, e da Bitcoin em particular.

As criptomoedas não tendo um repositório central, ficam fora do controlo das autoridades, preocupando bancos e governos.

Esta preocupação tem como fundamento de que as divisas sejam apenas utilizadas para fins ilegais, como fuga aos impostos, lavagem de dinheiro, financiamento de terrorismo, comércio de substâncias ilicitas, etc.

Para os apoiantes das criptomoedas, a sua existência permite que o poder não fique nas mãos de alguns (governos, bancos, etc) mas que seja um processo mais democrático e cuja evolução seja natural.

Em Novembro de 2017, o número de criptomoedas ascende a 1200, entrando em circulação novas criptomoedas todos os dias. Muitas delas servem apenas para especulação permitindo a quem as emite ganhar dinheiro de uma forma mais ou menos simples e muito rápida.

Também já existem relatos de fraudes e sistemas piramidais que usaram o disfarce de serem uma nova criptomoeda para enganarem pessoas sacando-lhes dinheiro e desaparecendo.

É sempre necessário investigar antes de investir numa criptomoeda nova, ou simplesmente ficar pelas mais importantes, onde se destaca claramente a Bitcoin.

Bitcoins – Como se obter?

Existem cinco formas de obter bitcoins:

1 – Minerar – O computador que primeiro validar um bloco de transacções para o acrescentar à blockchain é recompensado com novas bitcoins. É o que normalmente é chamada de mineração. O conceito é simples. Quem faz o trabalho recebe uma recompensa, pois o seu computador gastou recursos (investimento nos computadores, tempo, electricidade, capacidade de processamento, etc).

Também é possível cobrar uma taxa para validar transacções como forma de pagamento.

No início, minerar era mais simples, mas hoje requer actualmente imensos recursos a nível informático, em especial as placas gráficas que nos ultimos anos dispararam a nível de procura e preços. Há pessoas a pagar mais de 10.000 euros para terem computadores capazes de fazer a mineração (fazer parte da Blockchain).

2 – Usar Exchanges – A maioria dos utilizadores compra bitcoins em bolsas online, que funcionam de forma semelhante às bolsas de acções, mas não são reguladas. Podemos estar inscritos em mais de um destes sites onde podemos comprar ou vender Bitcoin ou outras criptomoedas.

Há imensos exemplos e todos os dias aparecem novos. Eu tenho conta na Livecoin e na Coinbase

3 – Local Bitcoins – Comprando pessoalmente. Acordando um preço de troca directa com esta pessoa pelas Bitcoins dela. É usado para quem quer privacidade ou locais onde o acesso á internet não é o ideal. O site mais conhecido é o LOCALBITCOINS.

4 – Trocar por outros Ativos – Podemos trocar por outros ativos como ouro, petróleo, etc.

5 – Pagamento de Bens e Serviços – A última opção é receber bitcoins de alguém, como pagamento por um bem ou serviço.

Para que serve a Bitcoin?

No fundo a Bitcoin tem as mesmas duas grandes funções que a moeda física tem.

– Como forma de pagamento de bens e serviços, embora ainda existam muitas empresas e muitos países onde ela não seja totalmente aceite. No entanto a velocidade a que as grandes empresas começam a aceitar Bitcoin como forma de pagamento, não irá levar muito tempo que a grande maioria das grandes empresas a nível mundial usem a Bitcoin como um método de pagamento igual aos outros meios já existentes.

– Como forma de investimento. O mercado cambial (Forex) que é o maior mercado financeiro a nível mundial, fundamenta-se na variação das moedas entre si. No fundo poderemos investir na flutuação dos câmbios entre as criptomoedas ou câmbios entre criptomoedas e moeda física.

Podemos ainda investir na Bitcoin comprando quer a moeda em si, como quem investe numa acção ou em ouro, ou investir sob a forma de contratos de futuros, chamados de CFDs.

Uma das corretoras que faz isso é a IQ Option (que até está a lançar ela própria a sua Criptomoeda). Ela tem várias criptomoedas na sua plataforma, incluindo a Bitcoin, onde podemos comprar sob a forma de CFD (com e sem alavancagem) e na forma de flutuação cambial entre várias Criptomoedas entre si.

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Bitcoin – Porquê esta valorização?

Embora a Bicoin seja aceite como método de pagamento por cada vez mais empresas, está longe de ser o método de pagamento mais usado mundialmente.

O que tem levado à enorme valorização (mais de 1200% só em 2017) é por um lado a especulação e por outro, a dificuldade em minerar, bem como o limite de bitcoins que serão produzidos ao longo do tempo.

Ao contrário da moeda que é cunhada e impressa pelos bancos centrais quando têm necessidade, podendo com isso, gerir a oferta e a procura e a inflação, a produção de Bicoin não está dependente da vontade e tem limites máximos, bem como uma velocidade lenta de produção.

Isso faz com que o aumento da procura por si só, aumenta o valor da criptomoeda, pois ao ser mais aceite, mais procurada e mais transacionada, não consegue produzir á mesma velocidade desta procura.

Por outro lado, sabemos que o limite das bitcoins a serem produzidas será de 21 milhões o que significa que é algo que tem um limite na oferta, e não na procura.

E esta é a lei mais básica da economia. A lei da oferta e da procura é que regula os preços. Com ou sem especulação, a Bitcoin tenderá a subir pois a oferta irá terminar (nos 21 milhões) e a procura irá continuar a aumentar… e a especulação também.

Há 1 ano quando a Bitcoin estava em 800 dólares seria impensável que hoje ela estaria nos 11.000 dólares.

Hoje pensar que daqui a um ano ela estará nos 100.000 dólares, embora pareça absurdo, a verdade é que isso representaria um crescimento percentual menor do que o que ela teve nestes últimos 10 meses.

A verdade é que já há muitas pessoas a pensarem que a Bitcoin poderá ser uma alternativa a ter em conta ao Ouro e ao Dólar.

Veja mais artigos sobre Bitcoin e Criptomoedas abaixo. 

Clique nas imagens para ver mais.

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Quais são os riscos da bitcoin?

A grande volatilidade da Bitcoin. De dia para dia varia muito e é possível ganhar ou perder uma fatia significativa do investimento em pouco tempo.

A falta de uma autoridade legal e central, por muitas coisas más que seja o centralismo, acaba por tranquilizar o “povo”.

A possibilidade de existirem alterações ás regras propostas pela comunidade de utilizadores, pois são eles (em especial os maiores detentores da mineração) que têm o poder de decisão.

A Bitcoin é incerta em termos legais. Muitos países e reguladores estão indecisos quanto ao caminho a seguir, se abraçar, se proíbir. Os bancos centrais de muitos países têm feito avisos ao elevado risco de investir em Bitcoin e outras criptomoedas.

A existência de interesses não só dentro da comunidade Bitcoin como de outras áreas financeiras e de outras criptomoedas que podem criar conflitos e divergências que podem alterar o caminho até agora traçado.

A velocidade a que as transações são feitas. Num mundo em que cada vez mais tudo tem de ser mais rápido, as transações ainda são lentas, embora haja grande discussão e trabalho no sentido de melhorar isso sem colocar em causa a segurança do sistema.

O aparecimento diário de outras criptomoedas, algumas sem valor nenhum, outras consideradas apenas esquemas fraudulentos para enganar uns quantos e roubar uns milhões. Isso poderá levar a que o mercado das criptomoedas em geral, e a Bitcoin em particular, sofra em termos de imagem.

O próprio facto de ser algo que não é físico e por isso estando apenas online poderá levar sempre ataques informáticos. Muitas pessoas não estão preparadas em termos de conhecimentos para terem dinheiro guardado numa carteira digital por falta de conhecimentos e hábitos. E a falta de segurança e cuidado pagam-se caros na internet.

O que são carteiras digitais?

Por falar em carteira digital, convém explicar que são programas informáticos que permitem receber e enviar a Bitcoin e outras criptomoedas.

No entanto, estas carteiras não são como um banco onde você armazena o seu dinheiro, simplesmente porque a Bitcoin não é uma moeda física. Na realidade estas carteiras armazenam os registos na base de dados distribuída, a blockchain.

O que estas carteiras guardam são as passwords, chaves (publicas e privadas) dos clientes que têm Bitcoin, ou outra qualquer moeda que esta carteira comercialize.

O seu funcionamento é mais ou menos simples. Existem dois tipos de chaves:

1 – Chaves Públicas: serve para que as pessoas enviem Bitcoin ou outras criptomoedas. Ou seja, você na realidade está a transferir o seu direito sobre aquela Bitcoin para outra pessoa, ficando esta informação registada na Blockchain e guardada nas carteiras digitais.

2 – Chaves Privadas: serve para que as pessoas recebam Bitcoin ou outras criptomoedas. Ou seja, você na realidade está a receber o direito sobre aquela Bitcoin que estava na carteira de outra pessoa, ficando esta informação registada na Blockchain e guardada nas carteiras digitais.

Referências e artigos diversos sobre a Bitcoin e as Criptomoedas:

Bitcoins – (wikipédia, 2017)

Discussão no Reddit (Reddit, 2017)

Bitcoinorg – (Site Oficial, 2017)

Forum Bitcoin (Maior Forum sobre Bitcoin, 2017)

Livecoin (Site de Compra e Venda de Bitcoin, 2017)

Coinbase (Site de Compra e Venda de Bitoin, 2017)

Bitcoin – (Site Não Oficial, 2017)

Coindesk – (seguir evolução do preço Bitcoin, 2017)

LocalBitcoins (site de Local Bitcoins, 2017)

CoinMarketCap (gráficos com evolução dos preços Bitcoin e outros, 2017)

Bitcoin Artigo Jornal ( Jornal o Público, 2017)